quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A imagem

A imagem





A mensagem transmitida num mesmo sorriso; captado na imagem em tempo e locais diferentes, mas a essência era a mesma.



Lembrei onde tinha visto este mesmo sorriso... Nas paginas deste jornal logo acima. Aqui mesmo entre textos e poemas!



O riso incontido da alegria, da realização, na felicidade e no prazer de ser... Na inconstância dos ideais que mudam e na seqüência da busca. Na magia de não parar no caminho simplesmente. Na explosão do ego de quem quer seguir em frente e conseguir sempre algo mais!



Deste mundo NÃO LEVAMOS NADA, MAS O QUE DEIXAMOS NELE?



A imagem. Que imagem vai marcar sua geração?

No retrato que o artista capta o exato momento que reflete a alma extasiada, deleitando-se em viver; ou deixará frases negativas, reclamações incessantes e lamentações de tudo que deixou de realizar? Deixaras apenas a imagem de um semblante frustrado e infeliz?



Meu sorriso triunfante,

Teu sorriso promissor,

Tua garra,

Minha força,

Tua imagem no espelho!



A imagem que ficará marcada no sorriso com a pele diferente, talvez já amadurecida, envelhecida pelo tempo. Mas que tem a essência da sabedoria como bandeira, a experiência como vitória e a certeza que não se apagará...



Essa imagem... Tua imagem, somente você poderá construir!





Sylvia Seny

sábado, 17 de outubro de 2009

Aprendendo nas quedas

Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos?
O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direção.
Mas precisamos tirar partido dos nossos erros.
Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas?
As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela.
Que dói, dói, Ah! Isso não posso negar!
Dói no orgulho, principalmente.
E quanto mais gente envolvida, mas nosso orgulho dói.
Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.
O problema é que julgamos o mundo segundo nosso própria maneira de olhar e nos
esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso.
Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente.
E nem obrigatoriamente certo.
Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo.
Às vezes acertamos, outras erramos.
E somos normais assim.
Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "e se eu estiver errado?"
É um possibilidade na qual raramente queremos pensar.
Nosso "eu" nos cega muitas vezes.
Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor.
Não vemos o lado do outro e nem queremos ver.
E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo,
já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.
E é por que tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações.
Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas.
E de que adianta ter sempre a razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão?
Vida é partilhada.
E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.
Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não
sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa.
Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar.
E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos?
Eu duvido.
Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar.
Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a
sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo.
Nunca duvide do seu poder de sobrevivência!
Se você duvida, cai.
Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas
começou a afundar quando sentiu medo.
Então, afundar ou andar sobres as águas?
Depende de nós, depende de cada um em particular.
Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode
decidir e ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.


Sylvia Seny (06/10/2006) um tempo de reflexão

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

RENOVO

Somos um?
Um milagre!
"Somos Um "de novo.
O amor saiu da UTI
A esperança brilhou no sorriso
O perdão amanheceu num abraço
A fé superabundou em nosso espaço
Era um dia de domingo...
Um rouxinol cantou na janela da sala
Nunca vi um espetáculo tão lindo!

Parecia trazer uma mensagem...
A ira se foi calada
Joguei fora a indignação com a bagagem
A confiança bateu na porta.
Um filme de conteúdo tolo...
Deitamos juntos no sofá
O cântico Dele na minha mente,
meus olhos ...Teu sorriso...Um beijo!
A palavra...Sim, A Palavra!
A Palavra não dita e a noite foi embora,
deixando a luz brilhar num renovo
O rouxinol voltou a cantar na janela
Impondo sua presença, eternizando o momento.

Sylvia Seny

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

FR - 08/10/2009 "Caderno Vida"

domingo, 4 de outubro de 2009

Falência Multipla


Falência Múltipla


Não há diálogos
As calorosas brigas também cessaram
Um fala, o outro já não escuta
Só existe monólogos
Não somos mais Nós
somos apenas Tu e Eu
O sofá ficou pequeno
O ego cresceu
As mãos endurecidas no gesto de apontar
e não fazem mais carinho
A sala esta cheia de pessoas
e o ambiente vazio!
Não mais consideração
Não mais preocupação
Não mais ideias e planos
Somos só Um e Um!
A admiração perdeu-se
A esperança esta anêmica
O desejo hipotérmico
O amor bradicárdico
O sangue pulsante da alma
não mais filtra a amargura
Órgãos vitais!
Perseverança, respeito, desejo e companheirismo
respiram por aparelho.
A insônia pateticamente entra em coma
A aliança esta ofusca,
Os olhos não veem o príncipe
A princesa virou medusa.
Bodas! Bodas! Bodas...
Esperava-se as bodas!
Comodismo.
O sofá estreitou-se demais,
o colchonete de solteiro não cabe nem um
Nada mais é "comum".
Lágrimas constantes...
Egoísmo vibrante...
O contrato quebrado.
Palavras já não importam mais,
nem profanas, nem pudicas!
Os sonhos? O amor?
Ai meu Deus!
DESFIBRILADOR ligado...
Falência múltipla!

Sylvia Seny escritora e membro do Grupo Experimental da AAL ATA

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

FR - 27/08/2009 "Caderno Vida"

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A deusa

Reconheci nela a deusa que você contemplava
um pingo alargou a silhueta, quadris mais largos
traços mais cheios, lábios ainda bem preenchidos.
Sentia teu abraço quente me envolvendo

Meu corpo ainda nu via o brilho da lágrima na penumbra...
Sou mais que ela!
Sou alma e pensamento.
Senti saudade. Saudade do menino
que desenhava naves e me prometia a lua.

As pálpebras da deusa iam fechando-se
cansadas sem entusiasmo.
Acho que vou dormir...No meu pensamento ainda
vendo-a sorrir como fazia antes.

O dom é nato, nasci com ele, você me teem e
é um presente, presente que você não sabe compreender

O pintor afinou a canela, errou a cor dos cabelos
Errou mesmo? Já nem sei!
Mas aquela que você vê, a deusa no quadro: Sou eu!